Pequeno excerto do Livro "La Strada" de Marcella Reis...
Um conto cheio de erotismo e absoluto instinto confuso.
O final dessa história bizarra, apesar de já existir, ainda não será postado para aguçar a imaginação dos mais curiosos...
José Carlos era um homem normal. Tinha a profissão de electricista, tinha mulher e filhos, uma casa com cachorro e quintal para ele correr e escavar a terra. A mulher era uma dona de casa comum que vivia pela família e trabalhava com salgados e doces para festas.As mãos dela eram grossas de tanto bater o ovo e a massa dos bolos que muita gente encomendava e de amassar a massa dos enroladinhos. Os dedos eram ásperos e e gordos como o cabo da vassoura que varria o terreiro todos os dias. José Carlos adorava aquelas mãos ásperas de cozinheira e de dona de casa. Parecia que a epiderme do tacto de sua mulher eram farpas a picarem o seu pénis, e ele sentia imenso gozo nisso no acto sexual. Aquele lixar de pénis era a sua maior satisfação. Quando a mulher adoeceu e teve que ser operada da coluna e não podia pegar tanto peso, José Carlos notou que com o afastamento da mulher e a contratação de uma nova empregada para os afazeres domésticos, as mãos da sua mulher Amélia foram ficando mais macias e ele não conseguia deixar o pénis tão erecto como dantes. Foi então que ele lembrou-se que na sua caixa de ferramentas havia uma lixa pequena e uma outra maior. Preferiu começar pela menor. Só a ideia de pensar na lixa já o deixava teso. Começou a raspá-la no seu pénis ao lembrar-se ao mesmo tempo de sua mulher com as pernas bem abertas e depois em posição de cócoras. A sua ejaculação foi rápida e precisa e depois disso precisava demais do mesmo todas as manhãs antes de trabalhar. Passaram-se dias até que a lixa ficasse toda gastada. José Carlos colocou-se contente, pois a lixa grande já o esperava. Passava a lixar o pénis de manhã, depois do almoço e depois do jantar. Passou a fazer colecção de lixas, e já se masturbava com a lixa em pleno horário de trabalho. Amélia procurava José Carlos e ele já começava a se esquivar dos carinhos doces e macios da mulher.
Um dia, na hora do almoço, entrou pela casa que estava toda molhada. Ele ia quase escorregando, quando a mão áspera e grotesca da empregada negrinha tocou os seu braços.
-Não caia dotô!
Nesta mesma hora o pénis de José levantou-se numa fúria enorme. Olhou a negrinha nos olhos e sentou vontade de pegar nas mãos dela e sacudi-la no seu orgão.
-A sua mulé saiu ainda a poco. O sinhô dotô percisa de alguma coisa. A comida tá na mesa.
-Eu... não tenho fome Lurdinha. Vou tomar um banho.Com licença.
Ele saiu meio tonto ainda a pensar na mão negra e por baixo branca amarelecida da negrinha. Entrou para o banho com o pénis ainda para cima.
Nunca havia reparado nas mãos da sua empregada doméstica. Começou a reparar nas mãos de outras mulheres. A maioria tinham as mãos leves e macias. Então começou a reparar nas mãos do homens. Estas sim lhe davam tesão. Eram largas, ásperas e fortes. Preferia olhar para a mão dos pedreiros e carpinteiros. Mas ele gostava mesmo era de mulher. As mãos lhe suscitavam prazer, mas a imagem de um homem a mexer no seu sexo fazia-lhe brochar totalmente. (...)"

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ResponderExcluirMarcella, o exerto do seu livro me lembra mt algumas leituras que fiz duarnte a faculdade, em literatura espanhola, inclusive algumas expressões linguísticas, alguns usos de elementos linguísticos são mt parecidos com os do espanhol. São coisas que não costumamos usar no português brasileiro. Quanto à história, achei mt semelhante ao qu econheci como "realismo sujo", não se impressione mal, o realismo sujo é legitimado, é interessantíssimo, instigante, a gente não consegue parar de ler... aposto que todos estão loucos pra ver como termina essa história hihihi....
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